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Uma breve impressão do fim

julho 31, 2010

30 ou quase de Julho.

passou algum tempo, pouco, sem que eu percebêsse algum dia. dia algum e alguma alusão. ainda não é o fim de jogo que sempre me ocorreu com toda a freqüência, passando por onde retornaria. um jogo eterno ainda não é um fim de jogo. mas mudou profundamente. radicalmente, a questão temporal torna-se crucial, numa rápida observação das primeiras palavras aqui associadas. havia pensado muito na morte, e em morrer. como ato inato. e morrer sempre é viver para sempre. mas, afinal, quem está no comando? alguém está no comando, não está? eu não quero ser este personagem, mas devo parecer sê-lo. impactante às vezes, e às vezes não. mas triste, sempre.

ainda. por enquanto finda. as gambiarras. lembro-me de amarras. temos teias. elásticas, mas, como material, perecíveis. mesmo que é assim. não há falta de sentido à ser sentida, ou carência de roteiro ou organização. sinto sempre a presença fatalizante disso tudo. eles existem, mesmo conosco, que ainda trazemos resquícios disjuntos de idealismo. tão postos em relação, anda sinto a fatalidade fragilizante e deslizante de um final. traduzido pelo oposto na minha percepção, através de perpetuações. perpetuações do final. incessantes e obssessivas, quase como uma movimentação serial. quase. houve final. isso na verdade trata-se de um início.

não vai ser pra sempre assim. pode ser isso. são as mesmas mortes de sempre. até quando isso, eu pergunto. é estranho, algo me interrompe agora. seria o caso de eu mudar de caderno? acabo de me pegar desenhando num canto. não sei se isso foi perceptível. ocorreu-me uma posição corporal e uma expressão facial, exatamente nesta mesma ordem, exatamente num mesmo raciocínio. às vezes vou para o racional, e quando assim vou, por lá fico. sem deixar nada pra trás, nem levar nada pra frente. às vezes isso me é útil. e às vezes não. pego-me pelo agora e pergunto, será isso tudo útil.

(…)

um canal que andara fechado. hoje sendo retomado, na medida em que ocorreram encontros absolutamente formidáveis. inseriu-se-me em contaminações meu olhar. não esse, mas também o outro olhar. é melhor meditar. é melhor escrever. é melhor viver os meus problemas. não me tornou melhor, e nem o fará, mas também e por isso mesmo, reafirma minha impressão, contradizendo a trajetória da minha impressão sobre arte. percebi (o que seria) a minha estética dentro de outra estética. outra política. isso é precioso. deixa-me in love.

ainda não compreendo isso que tanto muda num mesmo sendo. tremeliques estáticos em tensões elásticas. tudo espelhado… agora uma frase com mais outras dez palavras como um transatlântico. onze… qualquer idéia não quero mais nenhuma, mas vivo através delas. estou triste, não vivo por viver. nem vivo ainda sou, estou tentando. sou terrivelmente misterioso e ralento até para falar. trabalho com comunicação, que será isso, que lida com angústia e audiência. relaciona anseio e presença, e ausencia as verdades. e por que criamos um sinal gráfico para as interrogações? chamado ponto, mas que nem redondo é, e que curva sobre um ponto. desvia de um lugar. um ponto. divisão que envolve escolha. escolho a fala em silêncio. outros escolhem outras coisas. tudo é considerado e reconsiderado.

o zero.

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